segunda-feira, 15 de julho de 2019

D. José I faz 300 anos




Estátua Equestre de D. José I, Lisboa.


Este ano de 2014 comemoramos o tricentenário de nascimento do Reio Dom José I de Portugal. Filho de D. João V e de Dona Mariana da Áustria, o príncipe D. José Francisco Antônio Inácio Norberto Agostinho de Bragança nasceu no dia 6 de junho do ano de 1714. Casou-se em 1729 com a princesa Maria Vitória de Bourbon, infanta da Espanha, o que veio selar a paz com país vizinho.

Retrato de D. José I, por Miguel Antônio
 do Amaral, 1773. 


Com a morte de seu pai o rei D. João V, o magnânimo D. José ascendeu ao trono de Portugal, tendo sido coroado no dia 8 de setembro de 1750, em Lisboa, após assumir o trono em 31 de julho do mesmo ano. Logo no início de seu governo nomeou o Conde de Oeiras, depois do Marquês de Pombal, Sebastião José para seu ministro super poderoso, que, na verdade, governou Portugal até a morte do Rei, em 1777. Uma das maiores tragédias do reino português foi o famoso terremoto de Lisboa, ocorrido em 1755, que destruiu a Capital do Reino, inclusive o palácio real, na Ribeira, onde hoje é a Praça do Comércio. Aproveitando o ensejo, o Marquês de Pombal elabora um plano de reconstrução da Baixa Lisboeta dentro dos cânones iluministas e cartesianos, com ruas retas e trançado quadriculado, com rua central e a Praça do Comércio. Todas as construções foram projetadas no mesmo padrão, tanto os sobrados quanto as igrejas pombalinas da baixa. Os sobrados com suas portadas em mármore branco, com pouca decoração nas vergas, contrasta com o rosa e amarelo dos panos de parede. As igrejas seguiam planta padrão, com as faixadas em mármore branco, sem ou com apenas uma torre. Os interiores pombalinos eram severos, ao gosto de um rococó quase clássico, de cunho italianizante. Não havia talha e sim retábulos em mármore ou madeira imitando mármore, ao gosto italiano.

Estátua Equestre de D. José I, Praça do Comércio, Lisboa.

Mas o que nos importa é que, para a reconstrução da baixa lisboeta, o ouro das Minas Gerais abarrotou os cofres reais, sendo portando uma obra financiada com o ouro brasileiro.

Lembramos, hoje, D. José em seu tricentenário porquê, quando se criou a Vila no Arraial Velho no Rio das Mortes, em 19 de janeiro de 1718, por ato do Conde de Assumá e Marquês de Alorna, Dom Pedro de Almeida e Portugal, o nome dado a Vila foi São José del Rei ou São José do Rio das Mortes, como ficou conhecida, em homenagem ao príncipe, então, com cerca de quatro anos de idade. Portanto, Tiradentes, nome adquirido em 1889, teve, de 1718 a 1889, o nome do Rei.

Rua da Câmara, déc. de 50.



Quando da inauguração da Estátua Equestre de Dom José I na Praça de Comércio de Lisboa, obra de Joaquim Machado de Castro, que agitou Lisboa na época, os poetas mineiros Inácio José de Alvarenga Peixoto e José Basílio da Gama*, escreveram obras poéticas laudatórias relacionadas ao evento.


           

Sonetos de Alvarenga Peixoto e de Basílio da Gama distribuídos em volantes no dia da inauguração da estátua de D. José I.






Texto do Sócio Olinto Rodrigues dos Santos Filho

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José Basílio da Gama nasceu em 1740, na antiga Vila de São José, hoje Tiradentes. Morreu em Lisboa em 1795.

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